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História

Descrição:

A região de Campos dos Goytacazes foi, originalmente, habitada pelos índios Goitacá, que significa, em tupi-guarani, corredores da mata ou índios nadadores, definição que bem se enquadra a essa nação, habitante das lagoas.

Campos dos Goytacazes começou a ser desbravada pelo colonizador com a doação da Capitania de São Tomé a Pero de Góis da Silveira, que havia chegado ao Brasil com a expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, em 1530, e posteriormente a seu filho Gil de Góis. No entanto, devido aos constantes ataques dos Goitacás, a capitania acabou abandonada por volta de 1570.

Em 1627, a capitania foi doada aos sete capitães. Dos sete capitães, apenas Miguel Riscado se estabeleceu nas terras recebidas. Os demais alugaram as áreas que lhes cabiam a colonos ou as doaram aos padres jesuítas e beneditinos.

A efetiva colonização da região somente iria começar quando o então Governador do Rio de Janeiro, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, em 1648, conseguiu a doação das terras da Capitania de São Tomé, que, desde 1615, passara a chamar-se Capitania da Paraíba do Sul, para seus filhos Martim Corrêa de Sá e Benevides, Primeiro Visconde de Asseca, e João Corrêa de Sá. Em poucos anos, a povoação prosperou, tendo fundado a Vila em 1677.

Os limites originais da capitania não foram respeitados e os impostos e taxas criados fizeram com que muitos colonos fossem expulsos. Iniciou-se, assim, um longo período de violentos conflitos de terras.

A partir dos primeiros anos do século XIX, com a chegada de novas tecnologias agrícolas, a região passa a investir na lavoura açucareira, uma vez que este produto ganhava espaço no mercado externo como monopólio português. Assim, os municípios chegam até meados do século XX como importantes exportadores de açúcar. Mas o atraso em investimentos de novas tecnologias acaba levando a decadência desta atividade durante a segunda metade do século XX.

Em 28 de março de 1835, a Vila de São Salvador foi elevada à categoria de cidade com o nome de Campos dos Goytacazes, e então os canaviais se estendiam pela planície. Em 1875, já havia 245 engenhos de açúcar, com 3.610 fazendeiros estabelecidos na região. A primeira usina, construída em 1879, chamou-se Usina Central do Limão e pertencia ao Dr. João José Nunes de Carvalho.

Com a riqueza trazida pela cana-de-açúcar, a cidade cresceu e se desenvolveu; as construções de sobrados e solares confortáveis se espalharam por todas as áreas próximas ao Rio Paraíba do Sul.

Uma poderosa aristocracia agrária surgiu da atividade açucareira e passou a influir na política e no poder do Império. Por sua importância, Campos recebeu quatro vezes a visita de D. Pedro II.

Os campistas participaram das campanhas abolicionistas, com José do Patrocínio e Luiz Carlos de Lacerda, e da republicana, na qual se destacou Nilo Peçanha, que foi Presidente do Estado do Rio de Janeiro, Vice-Presidente e Presidente da República.

A importância de Campos se verifica por sua contribuição à história, e, sobretudo, por sua grande importância econômica na produção de açúcar e, mais recentemente, de álcool combustível, e na extração de petróleo e gás natural em sua bacia litorânea desde que em 1970 foi descoberto o primeiro poço de petróleo (Marlim) na Bacia de Campos, dando início a novos tempos de economia, colocando o município responsável por 80% da produção petrolífera nacional.

 Por: Profª  Sylvia Márcia Paes