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Folclore - Folguedos

Cavalhada
Quadrilha da Roça Rancheirada
Folia de Reis - Estrela Guia
Desfile do Boi Picada
Jongo
Descrição:

Folguedos:

Folia de Reis

Folguedo de origem Ibérica narra a jornada dos três reis magos à adoração ao menino Jesus. Integra o Ciclo Natalino e acontece entre os dias que antecedem o natal até 06 de janeiro - Dia de Reis.
É composta por 12 músicos, simbolizando os 12 apóstolos, que tocando instrumentos de corda e percussão, se apresentam nas casas oferecendo versos e em troca recebem lanche.
A frente segue o Estandarte com o nome da folia e imagem da adoração ao menino Jesus, acompanhados de perto pelo palhaço que dança e canta os versos especiais.

Tombado como Patrimônio Imaterial pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal - COPPAM

Cavalhada

De origem Ibérica, é a encenação de um drama, através de jogos de destreza.
A apresentação tem início com desfile dos 24 cavaleiros divididos em dois grupos, mouros que se vestem de vermelho e cristãos de azul claro. Os cavalos são ricamente adornados.
As manobras são feitas aos pares, mas a vitória final é sempre dos cristãos que conseguem "converter" os mouros.
Ao final das disputas o grupo se retira aos pares e segue para a casa do capitão, de onde partiu, seguido pela banda de música e admiradores.
Essa manifestação é representada durante as festas para Santo Amaro, no distrito do mesmo nome em 15 de janeiro, sendo grande o número de visitantes.

Tombado como Patrimônio Imaterial pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal - COPPAM

Por: Profª Sylvia Marcia Paes
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo

Boi de Samba (Boi Pintadinho)

Único na região e talvez em todo o país, o Boi de Samba tem origem no Boi Pintadinho, ainda encontrado em suas raízes na região e em alguns bairros da cidade.
Mantém os mesmos personagens do tradicional Boi Pintadinho com a peculiaridade de se apresentar com samba enredo, em dia especial de desfile durante os festejos do Carnaval.

Por: Profª Sylvia Marcia Paes
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo

Quadrilha da Roça

O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona". A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante, pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer. Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.

Tombado como Patrimônio Imaterial pelo Conselho de Preservação do Patrimônio - COPPAM
Fonte: http://culturacamposrjtombo001.blogspot.com.br/

Jongo

Em Campos e na região Norte e Noroeste Fluminense, o jongo sempre foi, tradicionalmente, cantado e dançado por negros oriundos da escravidão, não se estabelecendo o tempo de seu início, mas pode-se imaginar que os primeiros jongueiros vieram para o Brasil, oriundos de Angola, e aqui desenvolveram esta cultura e a mantiveram mesmo depois da abolição da escravatura. O nosso grupo conseguiu, até agora, catalogar mais de 100 pontos de jongo, através de entrevistas com velhos aficionados dessas manifestações e a perspectiva é a de que possamos, a médio e longo prazos, recolher, pelo menos, 200 a 300 composições que muito podem contribuir, a partir da sociolingüística, com o pensamento e a inspiração dos negros escravos ou livres nos últimos 120 anos. Nas reuniões de avaliação os alunos bolsistas salientam, sempre a importância da pesquisa científica e os resultados que podem oferecer, pelo ponto de vista antropológico. Uma dificuldade encontrada pelos alunos bolsistas, principalmente no interior é o esvaziamento das antigas zonas de produção. Constatou-se que os cultores das chamadas raízes culturais estão hoje, em decorrência do êxodo rural, espalhados pelos núcleos favelados das franjas da cidade.

Fonte: http://culturacamposrjtombo001.blogspot.com.br/2012/01/jongo.html