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Cultura Popular - Artesanato

Descrição:

Artesanato

Segundo pesquisas realizadas por Maria Rita Lubbatti[1] essa região, vizinha à baixada campista, se destaca pela produção artesanal de Esteiras, que são produzidas em teares por mulheres e crianças e são usadas como colchão, para cobrir mercadorias, como tapetes ou como cadeiras. O lucro da venda é dividido entre quem traz a matéria-prima e quem executa o trabalho.

A matéria-prima é a embira, uma piteira, reduzida à fibra ou sapé retirados dos brejos pelos homens.

Outra atividade que se destaca é a cestaria, confeccionada a partir de lasquinhas de bambu bem finas e secas pelos homens, usadas como utensílios domésticos. As cestas com fundo de madeira são utilizadas em pescarias em variados feitios de acordo com o local que será usada.

A mesma técnica é usada para a confecção de gaiolas, desta feita por crianças, que cedo aprendem a arte. Usa-se o bambu, a taquara e cipó imbé.

Confeccionam ainda gaiolas com flechas do reino ou de ubá, abanos, vassouras de iri ou iriri.

Também a Tapeçaria, com utilização de retalhos em variados desenhos entre eles o "fuxico", serve para confecção de bonecas, almofadas, cortinas e tapetes. As redes de pesca são confeccionadas com fios de Tucum (palmeira de restinga), banhada em ervas para ganhar resistência; de linhas tingidas em infusão de aroeira (cor castanho escuro) ou murici (cor castanho avermelhado).

O barro, embora de muito boa qualidade, e farto na região, não representa uma forte tradição em objetos de adorno e utilitário. Destaca-se a produção industrial de cerâmica em telhas e tijolos, nos distritos da baixada campista.

 

 Por: Profª Sylvia Marcia Paes

Texto cedido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo - Campos dos Goytacazes


[1] O folclore na vivência atual de Açu, Marreca e Quixaba: Campos/ RJ, São Paulo: Escola de Folclore, 1979,